05/11/2019

​​​​É da equipe Rocket, formada por estudantes do SESI-PE, a medalha de prata na 13ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), realizada entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, no Rio de Janeiro. Para conquistar o prêmio, Jéssica de Aquino, Vitória de Freitas e Everton Freitas construíram e projetaram um foguete com garrafa pet movido a vinagre e bicarbonato de sódio que alcançou 130 metros de distância da base de lançamento.

A MOBFOG, que reuniu estudantes do 1º ao 3º ano do Ensino Médio de instituições públicas e privadas do país, premiou os foguetes produzidos com material reciclável que obtiveram voos maiores que 100 metros. Os projetos de pesquisa dos participantes também foram avaliados pela banca examinadora através de diferentes conceitos, como originalidade, aerodinâmica, acabamento, segurança, estabilidade e apresentação da equipe.

Composta por alunos do 2º ano do Ensino Médio do SESI Paulista, a equipe Rocket disputou com mais 47 times e trouxe para casa a medalha de prata, o troféu de vice-campeã e os certificados de participação. Para o professor de química Mário Sérgio Oliveira, que acompanhou todas as etapas de elaboração e execução do projétil, a experiência de competir em um torneio nacional proporcionou aos jovens vários proveitos, como troca de conhecimento com pessoas de diferentes regiões do Brasil e o desenvolvimento de novas habilidades. "Mais importante do que a conquista do 2º lugar foi o aprendizado que eles adquiriram de forma lúdica. O torneio incentivou os alunos a estudarem, pesquisarem, desenvolverem espírito de equipe e interagirem com os outros competidores", avaliou.

Um dos nomes por trás da Rocket, Everton Freitas, de 16 anos, teve o primeiro contato com foguetes na escola, em 2018. "Foi na modalidade de arremesso de foguetes dos jogos interclasses do SESI Paulista que minha curiosidade pelo assunto surgiu. Desde então, eu e as outras estudantes nos empenhamos em desenvolver um bom projeto", disse. Segundo ele, a MOBFOG fomentou o interesse do trio por astronáutica, astronômica e física. "Melhoramos bastante nossos desempenhos nas matérias de exatas e ciências afins, pois começamos a gostar de estudar a parte teórica, como reação química e aerodinâmica", destacou.

Para o futuro, os estudantes planejam aperfeiçoar o projétil para atingir uma distância maior que a obtida. "O resultado na MOBFOG foi uma boa surpresa, mas pretendemos aprimorar ainda mais o foguete para a edição do ano que vem. Não queremos só a medalha de ouro, mas, sim, quebrar o recorde nacional e fazer nosso foguete voar mais de 368 metros", contou.

A programação do evento incluiu, ainda, oficinas de construção de foguetes de papel, sessão de Planetário Digital Móvel, além de palestras sobre astronomia, segurança no voo e primeiros socorros. Já Mário Sérgio participou ao lado dos demais docentes de um workshop de construção de foguetes com cano de PVC.