12/11/2018

Conhecida por ser uma das feiras de ciência mais renomadas do país, a 24ª Ciência Jovem aconteceu entre os dias 7, 8 e 9 de novembro, no shopping RioMar, reunindo 300 projetos de estudantes. Os alunos do SESI-PE das unidades de Araripina, Camaragibe, Paulista, Goiana, Vasco da Gama e do Ibura foram destaques no evento através de projetos inovadores e propositivos para fomentar a sustentabilidade.

Os estudantes do SESI-PE foram selecionados entre mais de 600 inscritos de todos os estados do Brasil e de diferentes países, como Chile, México, Colômbia, Paraguai e Argentina. Da unidade de Araripina, as crianças e jovens da Educação Infantil e do 7º ano do Ensino Fundamental apresentaram o projeto "Salvar as águas do planeta sem pilhas e baterias", inspirado na problemática que a bacia do Rio Brígida enfrenta. "Nossos alunos perceberam que a bacia está com grande descarte de pilhas e baterias e esses artefatos estão matando os peixes. Por esse motivo, queremos despertar a consciência ambiental e estimular mudanças de hábitos em relação ao meio ambiente. Fizemos parceria com a UNIVASF e já conseguimos recolher mais de 25kg de pilhas", comenta a professora Raquel Santos.

No stand do SESI Vasco da Gama, o bem-estar da população e o desperdício de água foram o mote, com o projeto "Qualidade de vida em hortas suspensas em estruturas automatizadas". Cinco alunos desenvolveram a iniciativa que controla a água despejada nas hortas, mantém a umidade constante do solo e otimiza o desenvolvimento da planta, reduzindo os gastos excessivos de água. Além de propor tais soluções, os estudantes também aproveitaram o evento para trocar conhecimento, como destaca Stheyce Correia, do 3º ano. "Foi incrível participar da 24ª Ciência Jovem e conferir a criatividade de vários jovens e suas inovações tecnológicas criadas para o bem da sociedade", disse.

"Material particulado e o uso de filtro ecológico de partículas" foi o nome do trabalho desenvolvido pelo SESI Goiana que propõe uma solução sustentável para diminuir a poluição. Eles produziram um filtro de baixo custo, construído com materiais reciclados e ecologicamente correto, que pode ser acoplado no sistema de escape dos automóveis e combate os poluentes prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente. "O protótipo possui uma parcela média em redução de partículas, com um percentual comprovado de 25%", explica o aluno do 3º ano, Rodrigo Meneses.

Já os estudantes do 2º ano do SESI Paulista desenvolveram o "IGATU – Sistema de tratamento de água para comunidades ribeirinhas". "Cerca de 40 milhões de brasileiros sofrem o mal tratamento da água, o que gera contaminação e doenças. Nosso projeto reúne tecnologias, como a lâmpada UV-C, para realizar tratamento microbiológico e foi importante para abrir meus olhos para um problema atual", contou Rhuann Silva. Para Lídia Holanda, parceira de Rhuann na empreitada, uma das maiores realizações foi encontrar recursos acessíveis para ajudar a população. "Foi uma excelente oportunidade de olhar diferente para a comunidade e gratificante encontrar uma maneira de ajudar quem está necessitando de água", destacou.

Vencedor do 1º lugar na Exposição de Tecnologia de Ciência de Camaragibe (Expotec) com a "Lâmpada eólica sustentável", o SESI Ibura chamou a atenção dos visitantes da feira pelo protótipo que traz alternativas sustentáveis e viáveis para a geração de energia elétrica e a redução de uso dos recursos naturais. A lâmpada, feita de hélice de ventilador, motor de impressora, bateria recarregável, garrafa pet, receptor, diogo, canos plásticos e outros materiais, não produz nenhum tipo de gás e, consequentemente, não causa danos ao meio ambiente.

Para expandir a sustentabilidade a partir de atividades domésticas, o SESI Camaragibe criou a "Casa saudável", que tem a capacidade de produzir sua própria energia, utilizando a energia solar e gerando economia financeira. "Com o projeto, começos a empregar a sustentabilidade nas nossas vidas e notamos a importância de ter cuidado com o nosso planeta", comentou Maria Eduarda Santos, do 2º ano.  A feira, organizada pelo Espaço Ciência e pelo Museu Interativo de Ciência de Pernambuco, recebeu um público de mais de 10 mil visitantes. Os melhores projetos serão credenciados para outras mostras nacionais e internacionais.​