08/03/2018

​Exposição resgata as impressões brasileiras de Durval Pereira

 

O Centro Cultural dos Correios recebe, a partir do dia 1º de março, a Exposição SESI Durval Pereira - Impressões Brasileiras/100 anos, a mais significativa já montada sobre a vida e a obra desse artista, que é considerado um dos maiores pintores impressionista e paisagista do país. Ao todo, são cerca de 180 telas reunindo a experiência artística do paulista e sua importância para a arte brasileira. O evento, gratuito, é uma realização do Instituto Origami e tem o patrocínio do SESI.

 

A mostra, que depois do Recife seguirá para Ouro Preto (MG), São Paulo e Brasília, apresenta as diversas fases e temáticas das pinturas de Durval, como casarios, paisagens, retratos, naturezas-mortas, entre raros exemplares de abstrações produzidos a partir da década de 1970. Além da obra física, os visitantes também poderão fazer um passeio virtual por dentro das telas com interatividade e experiência em 3-D.

 

A curadoria da exposição ficou a cargo do arquiteto e pesquisador Lut Cerqueira. "A mostra é muito mais do que um resgate da memória de Durval Pereira, ou da sua obra e do seu reconhecimento como um dos maiores artistas brasileiros do Século XX.  É o caminho, dentre tantos que o artista percorreu pelo Brasil afora, de reaproximá-lo daquilo que ele mais amava: o público apreciador da verdadeira arte", observa.

 

Com mais de 25 anos de experiência profissional, Cerqueira passou mais de dois anos mergulhado na obra de Durval Pereira. Seu desafio era trazer à tona a obra de um artista premiado, mas que foi praticamente esquecido após sua morte, em fevereiro de 1984. "São mais de 30 anos de um quase completo esquecimento. Então, aproveitamos o centenário de nascimento dele para reapresenta-lo ao público", diz.

 

Ao longo de sua trajetória, Pereira foi reconhecido e premiado pela crítica mundial como um dos principais impressionistas contemporâneos e um dos maiores paisagistas de todos os tempos. Em 1983, conquistou o primeiro prêmio da III Biennale Mondiale des Métiers D'Art, em Nice (França). Foi presença constante nos melhores Salões de Arte do mundo e muitas de suas telas podem ser encontradas em acervos da Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, África do Sul e países da América Latina. No Museu dos Independentes, na França, está ao lado de nomes consagrados, como Manet, Gauguin, Toulousse-Lautrec, Matisse, Van Gogh, Cézanne e Degas. No Brasil, participou de inúmeras exposições e sua obra também faz parte de importantes coleções de edifícios públicos brasileiros (Palácio da Alvorada e do Itamaraty, por exemplo), além de acervos particulares.