07/12/2017

Espetáculos com bonecos comovem multidões

Um dos diferenciais mais marcantes do Sesi Bonecos é a variedade de técnicas que o festival coloca em cena. "Há manipulações virtuosas com fio, que são de um apuro técnico e de um rebuscamento impressionante", destaca Lina Rosa, numa referência ao russo Viktor Antonov. "Em contrapartida, há companhias em que os fios são desnecessários e o resultado é tão impactante quanto", compara referindo-se à companhia Hugo e Ines (Peru), que usam partes do próprio corpo como "bonecos".

 

Mas o festival também conversa com o que temos de mais tradicional, como os mamulengos. Missão que fica a cargo dos mestres Zé Lopes e Waldeck, que estarão na Praça dos Mamulengos. Além disso, dentro da exposição, os mestres Tonho e Daniel de Chico esculpem, em tempo real, bonecos para o público.

 

O Brasil estará muito bem representado por companhias que trazem leituras bem peculiares dessa expressão teatral. O grupo mineiro Giramundo, ao lado da banda Pato Fu, apresenta o "Alice Live", uma releitura do clássico "Alice no País das Maravilhas", Lewis Carroll. Os gaúchos da companhia Seres Imaginários, que trazem um teatro minimalista, para ser visto a poucos centímetros dos rostos das pessoas, é outro exemplo. O espetáculo é livremente inspirado em "O Livro dos Seres Imaginários", de Jorge Luís Borges e Margarita Guerrero.